segunda-feira, 1 de junho de 2020

A Expressão Cultural da Juventude nos Bairros de Belém



A Expressão da Juventude







Há quem pense que não há cultura nos bairros de Belém, mas isso é um engano.

No entanto, o que pode não haver é o incentivo maior às manifestações culturais existentes em nossos bairros.

A cultura é inerente ao ser humano. Desse modo, ela é o conjunto de formas que utilizamos para fazer, pensar e expressar sobre as coisas, de um modo geral.

Quando se trata de juventude, a cultura pode e deve ser usada como um caminho para se expressar.

Seja através da dança, da música, das artes cênicas e plásticas, o artista e a pessoa comum, expõe ao mundo os seus sentimentos e suas ideias.

Mas, e em Belém, como essas atividades culturais estão sendo incentivadas e valorizadas?

Os Talentos dos Bairros


Embora haja na em de Belém um Departamento de Cultura  as ações ainda são tímidas e centralizadas.

Contudo, mesmo sem apoio, é possível ver por toda a cidade a força e o talentos de diversos bairros.

São jovens cantores, atores, dançarinos, pintores, que a sua maneira mantém viva a esperança de uma cidade mais criativa e viva.

Como exemplo, podemos ver artistas sendo despontados dentro das escolas que às vezes só precisariam de um pequeno incentivo para se tornarem grandes e conhecidos.

Diversas formas de se Expressar


Seja mandando rimas na praça ou cantando na voz e violão , seja com grupos de dança ou lançando grafites pelos muros, a juventude precisa ter voz.

Por isso a cultura deve ser incentivada em todas as manifestações possíveis, pois há muito o que dizer e muito o que se refletir.

Uma comunidade que possui acesso a cultura é uma comunidade pensante, crítica, que se transforma e transforma a vidas e realidades dos que estão por perto.

Desta forma, quanto mais diverso for as manifestações culturais, mas vozes ouviremos, mais vidas impactaremos, mais transformações alcançaremos.

Se procurarmos, ou melhor, se abrirmos espaços de oportunidades veremos que há muita coisa boa para se mostrar nos bairros de Belém.

Como exemplo, temos verdadeiros artistas se despontando nas redes sociais e sendo até mesmo valorizado fora da cidade e que não ganham notoriedade aqui.

Cultura descentralizada


Assim como as ações esportivas, as atividades culturais precisam ser espalhadas por toda a cidade.

É preciso que haja o estimulo e a criação de pontos de cultura principalmente nas comunidades mais carentes.

Não adianta oferecer oficinas e eventos culturais apenas em locais centralizados. Pelo contrário, o acesso tem que ser facilitado e até mesmo estimulado.

Envolver crianças e jovens em práticas de teatro, música e dança por exemplo, é uma alternativa certeira no enfrentamento ao tráfico e ao crime.

Não é com rosas, nem com teatro que venceremos o crescimento das facções, mas é ocupando essa comunidade vulnerável com ações positivas e permanentes que impediremos o recrutamento de nossas crianças.

A cultura em nos bairros de Belém precisa trilhar por esse caminho e, desta forma espalhar por cada bairro grupos e oficinais culturais diversas.

Inicialmente isso deve ocorrer nas escolas, mas não devem se limitar a elas, pois para surtir o efeito ainda mais transformador é preciso atingir o jovem que está ocioso nas ruas.
Eventos por toda parte o tempo todo.

No entanto, isso poderia facilmente ser revertido se, dentre outras ações, houvesse a criação de um calendário municipal anual de eventos culturais por toda cidade.

Desta forma, teríamos uma cidade mais viva e uma juventude estimulada a criar e se expressar cada vez mais através das artes.

Não podemos ser unicamente conhecida como a cidade Carimbó, precisamos criar referência em outras manifestações culturais.

Precisamos nos tornar a cidade que mais se descobre talentos no país, a cidade referência em cultura. Mas isso só será possível quando espalharmos a cultura por todos os bairros de Belém.

sábado, 30 de maio de 2020

O que podemos aprender com o Coronavírus?





Estamos vivendo um momento inimaginável para a nossa atual sociedade. O avanço do Coronavírus bem como o seu crescente rastro de destruição nos leva a diversas reflexões.

Diante da quantidade avassaladora de contaminados, e pior ainda, de mortes, nos resta lamentar e sofrer junto cada perda.

Mas, para muito além disso, é preciso nos preocuparmos e nos responsabilizarmos pela solução desse problema.

Devemos, refletir sobre a nossa postura, nossas ações e nossos posicionamentos: Afinal, estamos contribuindo para minimizar os danos da COVID-19, ou estamos agravando a situação?

Estamos sendo negacionistas, e duvidando até mesmo da existência do vírus, ou estamos sendo aterrorizados pelo medo e pavor ao ponto de sermos dominados pela ansiedade e desespero?

O isolamento social funciona ou não funciona? O comércio deve abri ou se manter fechado?

No fim das contas, é o equilíbrio que nos salvará mais uma vez.


Reflexões pós Coronavírus

É certo, que a vida de ninguém será mais a mesma após essa pandemia.

De criança a idosos, de pobres a ricos, de empregados a empregadores, todos serão, de alguma forma, afetados.

Porém, caberá a cada um de nós o empenho para sairmos melhores deste momento.

Para isso, em forma de contribuição, listei abaixo algumas reflexões pessoais a cerca desta situação.






                                                  A importância da família






Com a chegada do coronavírus e a necessidade de ficarmos em casa e ao mesmo tempo mantermos certa distância das pessoas, redescobrimos o valor da família.

Enquanto alguns, infelizmente não souberam aproveitar esse momento tiveram vários problemas com companheiros, filhos e parentes, outros transformaram a quarentena em férias antecipadas.

É claro que a questão financeira conta muito, e como conta. Mas para quem já viveu em situações de privações sabe que há maneiras de se lutar sem agredir a quem está a sua volta.

Com a quarentena, ficou claro a necessidade de se ter uma família unida e estruturada, uma família que compartilha as conquistas e que luta junto contra os problemas.

Os pais tiveram a chance de viver mais próximos dos filhos, e isso só foi bom para quem sabe a importância do afeto e do carinho para a criação dos filhos.

Os casais, tiveram a chance de rever os planos, de alinhar as ideias, renovar a relação e fortalecer os sentimentos.

Em tempo de isolamento, precisamos valorizar as pessoas que estão por perto, e fazer delas, e sermos para elas, um apoio e não um fardo.



A importância da educação


Uma sociedade bem educada enfrentaria uma fase de pandemia de maneira muito mais consciente.

Não haveria necessidade de leis para obrigar a usar máscara, nem muito esforço para convencer as pessoas da importância do distanciamento.

Bem como, não se propagaria tantas fake news e desinformações a respeito de um assunto tão sério.

Em uma sociedade bem educada, por exemplo, se valorizaria ainda mais os profissionais de saúde.

A educação, por tanto, contribuiria para que o vírus não se espalhasse de tal forma, e não haveria por exemplo, necessidade de toque de recolher, pois a consciência da população já valeria a pena.



A Triste Desigualdade Social

Impossível negar os impactos sociais que foram acentuados pela disseminação do Coronavírus.

A quantidade de desempregados e de trabalhadores autônomos sem renda aumentou consideravelmente a fome e as dificuldades financeiras para muitas famílias.

Em relação à educação a ideia de ministrar aulas online para a rede municipal fere um dos pontos principais da educação: a universalidade, ou seja, escola gratuita para todos.

Infelizmente, pelo cenário de desigualdade social que nos atinge ainda temos uma quantidade enorme de alunos que não possuem acesso aos meios tecnológicos, nem internet.

Como precisamos avançar para tornar nossa sociedade mais justa e igualitária, onde todos os cidadãos tenha o direito de ficar em casa em tempos de pandemia e ter seus direitos básicos garantidos



CNPJ e CPFs – A luta dos pequenos empresários





O fechamento do comércio, dividiu opiniões e gerou polêmicas e consequências econômicas na mesma medida que contribuiu para diminuir o contágio.

Em nenhum momento fui contra ao fechamento do comércio.

Mas, como microempresário, confesso que senti falta de uma política de apoio aos pequenos negócios.

Enquanto empresários e funcionários brigavam para manter o funcionamento. De outro lado, uma multidão atacava os chamando de gananciosos.

A falta de equilíbrio dominou.

Alguns chegaram a dizer que o CNPJ, referindo-se aos donos da empresas que ficaria em casa, não pegava a doença, mas os CPFs, funcionários obrigados a trabalhar, sim.

O problema dessa briga foi colocar no mesmo pacote das grandes empresas e multinacionais, que possuem um grande capital de giro, além de riquezas acumuladas, os pequenos empresários.

Um microempreendedor também é um CPF, que não se ausenta do seu trabalho. Boa parte deles, alimentam um sonho e lutam tanto para isso que abrem mão do próprio lucro mensal para ver sua empresa aberta.

Aluguéis, funcionários, fornecedores e contas fixas e extras que precisam ser pagos sem que haja nenhuma entrada de renda.

Mas em nenhum momento foi pensando em um auxílio destinado a esses pequenos guerreiros. Que sustentam a sua família e também de pelo menos mais um funcionário.

Eles também eram CPF’s preocupados com o vírus e com o futuro do seu sonho.

O comércio, precisava sim ser fechado, assim como bancos e casas lotéricas, pois o momento era de pandemia para todos.


A Importância da Política Local

Por fim, o coronavírus nos revelou a a imensa importância da política local em detrimento da política nacional.

Não é que não seja importante falar sobre as questões que envolve a política nacional e as decisões do Congresso e da Presidência da República.

Mas, mais uma vez ficou provado que é no próprio município que as coisas se resolvem.

Entre decisões certas e erradas do Governo Federal, entre repasses e retrocessos, é na própria cidade que as medidas se tornam eficazes ou não.

Não adianta, por exemplo, existir um repasse de recursos para combater o avanço do vírus, se o município não investir esse valor de forma correta e transparente onde realmente precisa.

Assim como, não adianta a ordem de suspender o isolamento, se na cidade o número de contaminados com o coronavírus está crescendo e o sistema de saúde não dá conta do atendimento.

É notório a falta que fez, por parte do Governo Federal, um planejamento estratégico capaz de dar conta dos principais desafios dessa pandemia, seja na área da saúde, seja na economia.

No entanto, independente disso, caberia no município a união do prefeito com os vereadores, cada um em sua função, a organização e a criação de ações para enfrentar a crise.

Desta forma, cabe a cada um de nós entender a importância de se fazer escolhas conscientes na hora de votar para prefeito e vereador 
 em nossa cidade.

Por que em momentos como esse, não é o presidente que conduz, seja ele bom ou ruim, e sim os políticos da cidade.

Se estes forem honestos e eficientes saberão enfrentar a situação de forma positiva, mas se forem corruptos e despreparados, deixarão um rastro de destruição.






E você, o que tirou de lição com o Coronavírus?



Sei que você também deve ter feito suas reflexões, e então, que tal postar o comentário do que você aprendeu com essa pandemia?




























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